terça-feira, 13 de maio de 2014

AS FOTOS DE DJIU DI REI NA GUINÉ-BISSAU











































Fábrica do Óleo de mancarra em ruínas













Baloba Sagrada (Santuário do Ilhéu)






Ouvindo com atenção as conversas do Sr. Cotílio 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

EXCURSÃO NO ILHÉU DO REI (DJIU DI REI)


Foi organizada dia 11 de Maio pelo Colectivo dos Estudantes recém diplomados em Turismo uma excursão ao Ilhéu dos Reis em frente ao Porto de Pindjiguiti em Bissau, com o objectivo de conhecer de perto a história e a realidade daquele ilhéu vizinho da Capital Bissau. O evento contou com a participação de mais de três dezenas de jovens estudantes e recém formados em turismo na companha do Ntumbanha da Silva. À saída de Porto de Canoa os excursionistas todos armados de coletes salva-vidas numa embarcação (canoa) à motor estavam animados pelo que lhes esperava no famoso e abandonado Ilhéu dos Reis que outrora serviu de fábrica de óleo de amendoim (mancarra), arroz, sabão e sal. Nesse mesmo ilhéu (facto não confirmado), também foram sepultados Honório Barreto, Primeiro Governador negro da Guiné Portuguesa (nomeado em 13 de março de 1837) e o primeiro (?) Rei papel de Bissau.
Os excursionistas visitaram o ilhéu incluindo a antiga fábrica agora em ruínas e completamente saqueada pelos senegaleses e alguns bissau-guineenses que aproveitam do metal e bronze para serem comercializados.
Na ocasião dessa excursão teve lugar uma Palestra sob tema: Os obstáculos para o desenvolvimento do sector do turismo na Guiné-Bissau, tema orado pelo Valdir da Silva. Na sequência desta o Guiné-Bissau Tour teve oportunidade de ouvir o presidente do Colectivo dos Estudantes e Diplomados agradeceu a todos os que participaram no evento incluindo o orador da palestra pela vontade em ajudar sempre que solicitado. Questionado sobre os motivos da realização da excursão, respondeu dizendo que o encontro foi organizado no quadro do encorajamento dos estudantes e recém-formados para puderem discutir sobre temas ligados ao desenvolvimento do sector. Precisou Jorge Neto dos Santos Cabral o responsável máximo do Colectivo. De salientar que a iniciativa não termina por aqui pois o colectivo organiza eventos culturais na Discoteca Infinito no Antigo QG em Bissau.

Por: Sansau Ntumbanha da Silva


quarta-feira, 10 de julho de 2013

MINHA CARTA: ESTA CARTA!


A minha carta
E
screvi uma carta sem saber o que queria escrever mas escrevi-a com uma intenção (quero escrever) sem justificação prévia. Escrevi, suprimi e voltei a escrever de novo, a mesma carta estava sem título, sem organização, nem direcção tinha. A minha carta queria dizer algo mas não disse-o apenas tinha letras, conjuntos de palavras com frases distorcidas. Pensei em respeitar as regras ortográficas observando igualmente os preceitos literais; nada disso aconteceu. Pensei, levantei-me sem saber o que fazer estava confuso comigo mesmo e com o teor da minha carta. Lembrei-me dos sofistas que ensinavam de cidade em cidade na antiga Grécia tentando persuadir o povo com suas teorias ilusionarias, mas não os procurei, entretanto, chamei o Sócrates para ver o que escrevi, rejeitou-me sem pilha de palavras, voltei-me ao lado oposto da cidade encontrei outro filosofo o Platão, este esquivou-se de lado nem se quer parou para ver ou ouvir-me. Oh…suspirei de tão cansado que eu estava, curvei-me à terra sentei-me com as cabeças entre os joelhos. Chorava porque fui rejeitado pelos Grandes pensadores, um outro (discípulo do Platão) me viu ao passar veio até a mim segurou-me pela mão perguntou-me com toda atenção porque chorava. Eu, simplesmente lhe respondi: ‘’escrevi uma carta pedi aos dois grandes sábios e pensadores que me mostrassem como escrever corretamente e eles me rejeitaram nem palavras me dirigiram.’’ Aristóteles me disse: ‘’a importância do saber não se encontra no que vimos e em que vimos, encontra-se naquilo que afincamos (desejamos), pois o saber é relativo ninguém detém toda a verdade do mundo.’’  
De facto, a minha carta não respeitava os padrões da literatura muito menos da ortografia mas tinha algo de importante que nem eu percebia ou via. A minha carta tinha um objectivo o único, um recado a mim mesmo pois só depois de revê-la de novo entendi que ‘’na vida tudo aprende-se mesmo com o saber em mente, o homem não é nada senão o fruto duma aprendizagem humilde reconhecendo que nada pode ou sabe se não depender do nada.’’
Simplesmente, Valdir da Silva